no Parque de Exposições de Aveiro
A próxima Colheita de Sangue vai decorrer no dia 29 do mês em curso, entre as 9 e as 13 horas, no Posto Fixo da ADASCA, localizado no Mercado Municipal de Santiago.
Contamos com a sua adesão, bem como no reenvio desta mensagem aos seus familiares e amigos, no sentido de os sensibilizar para a máxima importância para a Dádiva de Sangue.
Na gíria jornalística, diz-se que uma imagem vale mais que mil palavras, o que devo eu acrescentar mais para além desta imagem? Nada. Mas, há acontecimentos que não é possível registar através de imagens,
assim, permitam-se dar a conhecer aquilo que sinto e poucos sabem dos seus efeitos negativos.
A ADASCA, tudo tem feito e vai continuar a fazer para que as dádivas de sangue aumentem no Concelho de Aveiro. Isso já é notório, mas, há muito para fazer, pois não vamos cruzar os braços, quando há milhares de doentes a necessitar de nós agora mesmo. Alguns até podem ser nossos amigos, e nem sabemos em que situação se encontram...
Os dadores vão poder beneficiar de condições de acolhimento e comodidade, no Posto Fixo da ADASCA, que nunca tiveram em Aveiro. Sempre manifestei o meu desagrado pela forma como o Hospital Infante D. Pedro de Aveiro deixou de efectuar as Colheitas de Sangue. Foi tudo tão rápido, que os dadores acabaram por não ser encaminhados para onde deviam continuar doar sangue. Se esse cuidado tivesse sido salvaguardado, hoje esta associação não existiria. Foram tratados como elementos dispensáveis no sistema de Serviço Nacional de Saúde. Ou será que não? As alegações sobre este assunto são controversas. Apesar de já existir naquela altura, quem promove-se Colheitas de Sangue no
Concelho de Aveiro, nada fez para colmatar o vazio que se criou nesta área, por estranho que pareça, acusando desde há uns tempos a esta parte, que a ADASCA ocupa uma casa que não lhe pertence, o que não deixa de ser curioso, para não dizer caricato.
Quando surgiu a ADASCA, em vez de ser bem aceite, atendendo à sua missão estatutária, acabou por ser atacada por todos os lados, quiçá, atendendo aos objectivos que se propôs implementar no terreno. O mais curioso, é que as tomadas de posição não passaram despercebidas de alguns órgãos da Comunicação Social, mas, acabaram por não produzir os efeitos desejados, que era abortar este Projecto de forma prematura, cujos mentores já na altura diziam que tudo o que promoviam era a favor da comunidade. Qual?
Os dadores continuam a ser tratados no Hospital de Aveiro, nos Centros e Extensões de Saúde em Aveiro, como dos tais utentes indesejados, só pelo facto de se identificarem como tal, sendo obrigados a pagar os valores das taxas moderadoras que a Lei lhe confere, o que não deixa de ser ESTRANHO.
Afinal, em que é que devemos acreditar: na eficácia da Lei, que estabelece a isenção aos dadores, ou na falta de qualidade do Cartão Nacional do Dador, quando se procede ao registo da dádiva de sangue, ou ainda naquilo que os funcionários que nos atendem, e nos dizem quando afirmam que o Cartão de que somos detentores e emitido pelo IPS não vale nada?
Os artigos que a imprensa não tido a coragem de divulgar, sobre este e outros assuntos, vão em breve ser dados a conhecer no site que está a ser criado, para que os dadores tenham conhecimento daquilo que temos procurado fazer e ainda não conseguimos.
Os dadores de sangue no Serviço Nacional de Saúde, são rotulados de ter o rei na barriga! Qual rei? O direito de reclamar respeito pelo seu estatuto?
Se assim é, esses já estão "abençoados" por natureza: façam uso da razão que lhes assiste, não paguem as taxas moderadoras, abram débitos de conta, até que a nível superior se reconheça o erro monumental que está e continua a ser praticado, penalizando quem é solidário.
Concluo com esta expressão:"Se os meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles", Stevenson, Adlai,Tema Inimigo.
Todos são BEM-VINDOS às nossas Colheitas de Sangue, e procurem registar a diferença em relação aquilo que estão habituados noutras paragens.
Solidários sim, penalizados e gozados não no SNS. BASTA.
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA