17º Festival O Gesto Orelhudo

17º Festival O Gesto Orelhudo
Quarta, 10 de Outubro 2018 to Sábado, 13 de Outubro 2018

Se a última edição foi de rir e chorar por mais, em 2018 o Festival “O Gesto Orelhudo” volta a instalar-se no Centro de Artes de Águeda para quatro grandes noites. De 10 a 13 de outubro, Águeda é palco do único festival português que funde música, teatro, novo circo e humor numa coisa só, a que chamamos musicomédia. É essa a marca distintiva, ano após ano, desta insólita programação cultural.

O cartaz desta 17ª edição d’O Gesto Orelhudo apresenta artistas de Portugal, Espanha, França, Itália, Reino Unido e Quirguistão. Entre estreias e velhos conhecidos, todos eles estão prontos a surpreender o público com propostas transdisciplinares, burlescas e extravagantes. Do auditório ao café-concerto, as noites no CAA vão deixar toda a gente de orelhas no ar.

A d’Orfeu AC e o Município de Águeda lançam, com o programa completo, entusiasmado convite para esta 17ª edição do festival. Por humor à música!

 

10 OUTUBRO > 21H00
Musicomédia ou a Vã Piada de a Explicar > Luciano Gomes
Título longo para um espetáculo curto. Quiçá grosso. É ver o ator, no papel mais ingrato da sua vida, a ter que falar de música. Por dentro, um ponto de interrogação na garganta. Por fora, toda a propriedade sobre o assunto, confiando surdamente no guião. Contributo definitivo - até ver - para a história da musicomédia em Águeda e no mundo, em apenas quinze minutos. A ironia e o nonsense de um manual de instruções para o 17º programa orelhudo!

The Primitals > Yllana / Primital Bros (Espanha)
Quatro aborígenes de um planeta que poderia ser o nosso reclamam o palco, dispostos a conquistar o público, à gargalhada ou à machetada. The Primitals é a estranha e surrealista história de uma tribo ligeiramente disfuncional, com lutas figadais, sonhos de grandeza, desequilíbrios mentais e farmacopeia milenar, fazendo música de mil maneiras. O canto primitivo numa tragicomédia a cappella. Xamanismo a quatro vozes. Vanguardismo ancestral. Tudo isto e muito mais em The Primitals, num divertidíssimo espetáculo de humor musical imaginado por dois coletivos artísticos de referência no humor em Espanha: Yllana e Primital Bros, juntos, no palco orelhudo!

Tiroliro & Vladimir > Gimba e Jorge Galvão
Para os mais desatentos, Gimba e Jorge Galvão são a génese e a pré-história dos míticos Afonsinhos do Condado, banda que quebrou o cinzentismo do panorama musical português pré-internet. Dois rapazes e duas guitarras são o mote para um desfile de música para divertir. O humor das canções que tão bem escrevem faz deles, gente da música, comediantes. E, de nós, verdadeiros orelhudos. A dupla alfacinha promete um primeiro fim de noite de gala.

 

11 OUTUBRO > 21H15

Fogo! > Trigo Limpo teatro ACERT
Versão especial do espetáculo de tributo às populações do concelho de Tondela afetadas pelos incêndios de há um ano, num registo cómico, exorcizando o medo e brincando com os significados da palavra. Este é um espetáculo quente, invocando a função terapêutica do humor. O festival começa a segunda noite em lume brando. Se começar a arder, chamem os bombeiros! O fogo da destruição pode também ser do amor e da paixão. E da solidariedade.

Le Dolenti Note > Banda Osiris (Itália)
A Banda Osiris, uma referência italiana da musicomédia, faz neste espetáculo o retrato impiedoso da figura do músico: vaidoso, sensível, infeliz, marginalizado e raramente amado. Com as habilidades mímicas e instrumentais que o distingue, o quarteto diverte-se a distribuir conselhos sobre os ossos do ofício musical, com uma ironia provocadora. Uma lição exaustiva sobre instrumentos insuportáveis e sobre os riscos da música para a sociedade, procurando evitar que as crianças se interessem por música. Uma boa profissão? Tudo menos músico! Novo espetáculo irreverente, no regresso, dezasseis anos depois, da incrível Banda Osiris ao Festival O Gesto Orelhudo!

GiraDiscos > Paulo Meirinhos
Projeto a solo de Paulo Meirinhos, músico multi-instrumentista mirandês, que reveste um vasto repertório do seu universo musical tendo por base uma loop station, acumulando gravações em tempo real e ao vivo. A festa dos sons convoca, por exemplo, gaita-de-foles, baixo, guitarras elétricas, melódica e pandeiros construídos pelo próprio. Com tudo à mão e com precisão no pé, o versátil músico acrescenta tecnologia à tradição, para regalo das orelhas.

 

12 OUTUBRO > 21H30

Circus Time > Mimo’s Dixie Band
Os Mimo’s sobem ao palco com a sua mais recente produção, fruto da aliança entre o gesto mímico, as artes circenses, a comédia e o jazz dixieland dos anos 20. Circus Time tem a sofisticação do palco, o ambiente do cabaret e a interação da rua, onde cresceram como coletivo. Este é um espetáculo circense de fusão músico-teatral, em que a relação entre o gesto e o som consegue tudo dizer, sem se ouvir uma única palavra. Um projeto a seguir avidamente.

Excalibow! > Bowjangles (Reino Unido)
Quando, há dois anos, este quarteto de cordas britânico se apresentou pela primeira vez em Águeda, o público ficou de queixo caído. Os Bowjangles conseguem fazer de tudo, brilhantemente, enquanto tocam. Cantam, dançam e saltam de forma intrépida sem perder, nem um pouco, a fluidez musical. O novo espetáculo “Excalibow!” invoca mitos e lendas em busca de uma relíquia preciosa, quiçá escondida na caixa do violoncelo. Sob a égide de um arco de violino, qual espada mágica lendária, desfilam monstros, deuses antigos e personagens de pura fantasia numa performance de vertigem inigualável. Bowjangles é, mais uma vez, música a transbordar comédia em todos os sons.

Tour Vacanal > De Vacas (Galiza – Espanha)
É comum ouvir os galegos, rindo de si próprios, dizer que falam a língua das vacas. As magníficas vozes femininas apresentam êxitos pop universais cantados em galego. Riem e cantam, encenam verdadeiras transgressões aos bons modos, com um prazer quase juvenil. São artistas dispostas a avacalhar. O guitarrista, súbdito fiel da extravagância das cantoras, sofre competentemente. Corações ao alto, que a estreia em Portugal de “De Vacas” vai ser puro deleite.

 

13 OUTUBRO > 21H45
Acrolele > Barada Street (Inglaterra / Quirguistão)
Um idiota desengonçado e o seu colega musculado, cada qual com o seu ukulele, criam um universo hilariante de acrobacias, música ao vivo e idiotice insolente. Este premiado duo transnacional torna-se íntimo do seu público às primeiras interações, que tem que lutar para controlar o riso. Delicioso espetáculo de musicomédia. Hábeis e ousados, estes dois viajam por todo o mundo e chegam agora ao palco certo, o do Festival O Gesto Orelhudo!

BPM > Cie Poc (França)
Este é um concerto invulgar, uma sofisticação do nosso tempo. A sigla BPM - batimentos por minuto - refere-se a velocidade rítmica, seja a pulsação do coração ou de um andamento musical. Os três artistas desta premiada companhia francesa transformam objetos e os seus corpos em instrumentos, ao ritmo das bolas e dos seus ressaltos. Uma performance de trajetórias sonoras e, num permanente pulsar interior, o silêncio, cujas vibrações fazem ver a música e ouvir o movimento. Depois deste espetáculo, será impossível ver a arte do malabarismo da mesma maneira. Um espetáculo visual, sem palavras, uma obra-prima de malabarismo síncrono com música ao vivo.

Bailarico dos Orientes > Trio Alcatifa
Sonoridade dos desertos e dos orientes, numa versão musical moderna dos lendários tapetes voadores, trazendo um rasto quente de areia misturado com a brisa fresca dos sopros. A música do Trio Alcatifa faz lembrar os encantadores de serpentes, convidando o corpo ao movimento ondulado, com cheirinho a bailarico, sendo difícil não levantar voo com eles. Uma festarola dos orientes para a desbunda final do 17º Festival “O Gesto Orelhudo”!

 

Mais informações em https://www.dorfeu.pt/programacao/ogestoorelhudo/2018/

10 a 13 Outubro 2018
CAA - Centro de Artes de Águeda